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Instalação Oracle RAC 11gR2 11.2.0.2 – oracle-validate – configurações e Benchmark

Instalação Oracle RAC 11gR2 11.2.0.2 – oracle-validate – configurações e Benchmark – How to install Oracle RAC 11gR2 11.2.0.2

Olá pessoal,

Depois de muito tempo sem aparecer por aqui, resolvi postar um assunto mais interessante para compensar esse tempo todo “offline”…rs

Nesse artigo Instalação Oracle RAC 11.2.0.2 e Benchmarck não contemplarei a instalação do Linux pois senão, ficará muito extenso e ninguém vai conseguir ler ate o final, mas creio que isso não seja problema pois o tipo de instalação pode ser feita do modo default (para um ambiente teste) ou customizada por uma equipe de infra caso seja para um ambiente de produção. As principais customizações para uma instalação bem sucedida estarei descrevendo aqui com a utilização do RPM oracle-validate e ao final da instalação, estarei exemplificando um pequeno teste de performance sobre o ambiente com uma ferramenta de benchmark de fácil utilização.

Mãos a obra: Oracle RAC 11.2.0.2 e Benchmarck

1- Depois de instalado o Linux sobre o servidor seguindo as melhores práticas Oracle (MOS : 169706.1) vamos para a próxima parte que seria a customização do SO utilizando o ORACLE-VALIDATE.

O Oracle validate é um RPM que pode ser instalado sobre algumas versões de SO, onde é capaz de checar e configurar todos os pré-requisitos necessários para uma instalação bem sucedida.

( Download da versão OEL/RH 4 Aqui ) ( Download da versão OEL/RH 5 Aqui)

No momento da instalação do RPM, ja começam as checagens, pois todos os pacotes necessários para o nosso ambiente ja devem estar instalados para que o oracle-validate seja instalado com sucesso e caso não exista um ou mais pacotes, ele irá mostrar uma mensagem com a lista dos pacotes que faltam para a sua instalação. (Só isso ja ajudou um bocado pois não precisamos sair executando os famosos rpm -qa | grep compat-db e etc para verificar todo o ambiente, agora é necessário somente instalar o oracle-validate, se ele “chiar”, mostrará de cara o que esta faltando e caso seja instalado com sucesso, quer dizer: “Esta tudo OK na questão de pacotes para o seu super Oracle” )

Ex:

Abaixo, um exemplo mostrando que no meu ambiente, faltava a instalação dos pacotes compat-db e libXp para que o oracle-validate pudesse ser instalado com sucesso:

Após instalação dos pacotes necessários, vamos tentar novamente:

Legal instalou…, isso é sinal que todos os pacotes estão OK. (Faça instalação em cada nó do seu futuro cluster.)

Vamos para as outras checagens como: Existência do Usuario oracle, grupos, configurações dos famosos arquivos sysctl.conf, limits.conf, login e assim por diante.

Em outros tempos tínhamos que fazer a criação do usuário dono da instalação do software, grupos e configuração de cada arquivo do SO e agora basta fazer um doloroso(simples) trabalho que seria executar o oracle-validate.

Exemplo de um arquivo antes da execução:

LIMITS.CONF

Agora vamos executar o oracle-validate: (faça em todos os nodes como ROOT)

É isso, sua execução não devolve mensagem nunhuma para o prompt pois ele faz tudo em background.

Para verificar a execução, o oracle-validate gera um log no diretório:  /var/log/oracle-validated/results/ com o arquivo chamado: orakernel.log. Dentro desse arquivo constam todas as configurações executadas como criação do usuário oracle, grupos (se ja existe ele pula essa parte), configurações dos arquivos citados acima e etc, deixando tudo em 95% pronto para a instalação do cluster.

Ex. do resultado do log:

orakernel.og:

Abaixo, o arquivo limits.conf após a execução do oracle-validate evidenciando que houve modificações.

Após essas configurações faltam somente criar os diretórios nas quais serão instalados os softwares: Oracle Grid Infrastructure 11.2.0.2 (faça o download pelo Metalink somente dos seguintes arquivos – p10098816_112020_Linux-x86-64_1of7 – p10098816_112020_Linux-x86-64_2of7 – p10098816_112020_Linux-x86-64_3of7)  e Oracle Database 11.2.0.2 .

Configurar Arquivo /etc/hosts se não esta utilizando DNS:(Faça em todos os nodes)

# Do not remove the following line, or various programs
 # that require network functionality will fail.
 127.0.0.1       localhost.localdomain localhost
 #::1            localhost6.localdomain6 localhost6
 # Public
 192.168.4.10   rac-1.localdomain        rac-1
 192.168.4.20   rac-2.localdomain        rac-2
 192.168.4.30   rac-3.localdomain        rac-3
 # Private
 10.10.10.1   rac-1-priv.localdomain   rac-1-priv
 10.10.10.2   rac-2-priv.localdomain   rac-2-priv
 10.10.10.3   rac-3-priv.localdomain   rac-3-priv
 # Virtual
 192.168.4.11   rac-1-vip.localdomain    rac-1-vip
 192.168.4.21   rac-2-vip.localdomain    rac-2-vip
 192.169.4.31   rac-3-vip.localdomain    rac-3-vip
 # SCAN
 192.168.4.100   rac-scan.localdomain rac-scan

Acima configuro o RAC-SCAN no arquivo hosts pois não vou utlizar um servidor de dns pois se fosse o caso, eu poderia comentar essas linhas e no momento da instação, criar as configurações necessárias para poder usufruir de 3 ip’s que seriam dedicados ao scan. (Esse tipo de configuração tem benefícios mas isso é um assunto para um outro dia).

Como utilizo o hosts o cluster fica limitado a somente 1 ip para o scan, não pq eu quero, mas sim pq o cluster não deixa mais que isso.

Criar Diretórios:(Faça em todos os nodes)

 mkdir -p /u01/app/11.2.0/grid
 mkdir -p /u01/app/oracle/product/11.2.0/db_1
 mkdir -p /u01/installoracle
 chown -R oracle.oinstall /u01

SELINUX:

Não esqueça de checar se o SELINUX esta desabilitado (Faça em todos os nodes) /etc/selinux/config

SELINUX=disabled

NTP:

Desabilitar o NTP para que o Oracle Cluster Time Synchronization Service (ctssd) possa fazer a checagem e sincronismo do cluster.(Faça em todos os nodes)

[root@rac1 ~]# service ntpd stop
Shutting down ntpd:                                        [  OK  ]
# chkconfig ntpd off
# mv /etc/ntp.conf /etc/ntp.conf.org
# rm /var/run/ntpd.pid

 

bash_profile:

Configurar .bash_profile do usuário oracle:

# Oracle Settings
TMP=/tmp; export TMP
TMPDIR=$TMP; export TMPDIR

ORACLE_HOSTNAME=rac1.localdomain; export ORACLE_HOSTNAME
ORACLE_UNQNAME=RAC; export ORACLE_UNQNAME
ORACLE_BASE=/u01/app/oracle; export ORACLE_BASE
GRID_HOME=/u01/app/11.2.0/grid; export GRID_HOME
DB_HOME=$ORACLE_BASE/product/11.2.0/db_1; export DB_HOME
ORACLE_HOME=$DB_HOME; export ORACLE_HOME
ORACLE_SID=RAC1; export ORACLE_SID
ORACLE_TERM=xterm; export ORACLE_TERM
BASE_PATH=/usr/sbin:$PATH; export BASE_PATH
PATH=$ORACLE_HOME/bin:$BASE_PATH; export PATH

LD_LIBRARY_PATH=$ORACLE_HOME/lib:/lib:/usr/lib; export LD_LIBRARY_PATH
CLASSPATH=$ORACLE_HOME/JRE:$ORACLE_HOME/jlib:$ORACLE_HOME/rdbms/jlib; export CLASSPATH

As configurações acima devem ser feitas em todos os nodes que farão parte do cluster mudando o que for necessário na questão de nomenclatura como por exemplo no .bash_profile apontando ORACLE_SID=RAC2 e assim por diante.

INSTALANDO ASMLIB:

 

Caso esteja instalando o OEL,  no mesmo CD de instalação do SO estarão os pacotes necessários do *asm* (opcional, mas vamos utilizar o asmlib nesse caso)  e caso esteja instalando sobre o RH veja a versão instalada com o seguinte comando:

Com essa informação faça o download dos pacotes  Aqui

Instale os pacotes sobre cada NODE:

  • oracleasm-support-2.*.rpm
  • oracleasmlib-2.*.rpm
  • oracleasm-2.6*.rpm

O * acima representa a versão do seu SO.

(Antes de instalar, veja se o seu sistema ja o possui com o seguinte comando: rpm -qa | grep asm )

 

Abaixo, exemplo de instalação dos rpm’s: (Instale em todos os nodes)

[root@rac1 ~]# rpm -Uvh oracleasm-support-2.*.rpm \
           oracleasmlib-2.*.rpm \
           oracleasm-2.6.*.rpm
Preparing...                ########################################### [100%]
   1:oracleasm-support      ########################################### [ 33%]
   2:oracleasm-2.6.9-34.ELsm########################################### [ 67%]
   3:oracleasmlib           ########################################### [100%]

Após instalação do passo acima em TODOS os nodes, como root, faça o seguinte procedimento em cada NODE:

[root@rac1 ~]# /etc/init.d/oracleasm configure
Configuring the Oracle ASM library driver.

This will configure the on-boot properties of the Oracle ASM library
driver.  The following questions will determine whether the driver is
loaded on boot and what permissions it will have.  The current values
will be shown in brackets ('[]').  Hitting <ENTER> without typing an
answer will keep that current value.  Ctrl-C will abort.

Default user to own the driver interface []: oracle
Default group to own the driver interface []: oinstall
Start Oracle ASM library driver on boot (y/n) [n]: y
Fix permissions of Oracle ASM disks on boot (y/n) [y]:
Writing Oracle ASM library driver configuration:           [  OK  ]
Creating /dev/oracleasm mount point:                       [  OK  ]
Loading module "oracleasm":                                [  OK  ]
Mounting ASMlib driver filesystem:                         [  OK  ]
Scanning system for ASM disks:                             [  OK  ]

STAMP/LABEL:

Os discos foram apresentados ao SO ou por vc ou pela equipe de infra nesse momento e sobre eles, faça o stamp ou label se preferirem para que o ASM possa enxergá-los (como root e somente sobre um node):

[root@rac1 ~]# /etc/init.d/oracleasm createdisk DATA01 /dev/sdb1
Marking disk "/dev/sdb1" as an ASM disk:                   [  OK  ]
[root@rac1 ~]# /etc/init.d/oracleasm createdisk DATA02 /dev/sdc1
Marking disk "/dev/sdc1" as an ASM disk:                   [  OK  ]
[root@rac1 ~]# /etc/init.d/oracleasm createdisk DATA03 /dev/sdd1
Marking disk "/dev/sdd1" as an ASM disk:                   [  OK  ]
(Faça o processo acima sobre todos os discos disponiveis )

LISTANDO OS DISCOS:

[root@rac1 ~]# /etc/init.d/oracleasm listdisks
DATA01
DATA02
DATA03
DATA04
INDEX01
INDEX02
INDEX03
INDEX04
SATA01
SATA02

Após feito o procedimento acima, faça o seguinte comando sobre os nodes remanescentes para que “enxerguem” as configurações:

[root@rac2 ~]# /etc/init.d/oracleasm scandisks
Scanning system for ASM disks:                             [  OK  ]

Após o processo acima, liste os discos sobre cada node para confirmar:

[root@rac2 ~]# /etc/init.d/oracleasm listdisks
DATA01
DATA02
DATA03
DATA04
INDEX01
INDEX02
INDEX03
INDEX04
SATA01
SATA02

Checando configurações antes de iniciar a instalação do CLUSTER:

Para seguir as boas práticas, execute o CLUVFY (Crie as chaves de SSH para que a checagem possa “cruzar” os nodes. Não criei nesse momento pois irei mostrar a frente a configuração do SSH pelo próprio instalador do cluster). Para ter uma referência completa do CLUVFY clique Aqui.

Segue comando para uma checagem no seu ambiente:

  runcluvfy.sh stage -post hwos -n node1,node2 -verbose

  runcluvfy.sh stage -pre crsinst -n all -verbose

/* Após todas essas configurações, reinicie o ambiente tanto para verificar se tudo esta OK tanto para que alguns arquivos configurados anteriormente possam entrar em vigor. */

 

 

INSTALAÇÃO DO GRID INFRASTRUCTURE 11.2.0.2

Para termos nosso Oracle RAC 11.2.0.2 implantado com sucesso, temos que realizar o download e descompactar os arquivos de instalação do Grid-Insfrastructure, após isso, vamos a execução:

Primeiro vamos iniciar com a instalação do CRS.

 

./runInstaller

Click sobre “Skip software updates”

NEXT

NEXT

NEXT

Na nossa instalação não usaremos o GNS:

(Grid Naming Service (GNS) to the cluster. GNS is linked to the corporate Domain Name Service (DNS) so that clients can easily connect to the cluster and the databases running there. Activating GNS in a cluster requires a DHCP service on the public network. )

Maiores informações AQUI

Deixe a opção desmarcada

Clique no botao ADD para adicionar as informações dos outros nodes:

Ficará assim:

Clique sobre o botao SSH CONNECTIVY para fazer a configuração do SSH

Coloque a senha e após clique sobre o botão SETUP para finalizar a configuração do SSH:

Teste a conexão clicando sobre o botão TEST e após o teste ser executado clique sobre o botão next.

Configure as placas de rede informando qual pertence a PUBLICA e PRIVADA, NEXT:

Escolha a opção do ASM para armazenar o VOTE e OCR, NEXT.

Criar diskgroup sobre os discos criados pelo ASMLIB.

Estou usando o tipo de redundancy EXTERNAL mas veja qual se encaixa melhor as suas necessidades.

 Informar a senha do ASM, NEXT.

Dependendo da senha que for escolhida, pode aparecer uma mensagem informando que esta muito fraca e a Oracle recomenda que seja mais forte. Pode ignorar essa mensagem sem problemas clicando em YES, NEXT.

 Não usaremos IPMI sobre a instalação que resumidamente seria um modo de administrar remotamente o servidor. Monitor de tensão e temperatura, monitorar o log de eventos do hardware, acesso ao console do servidor virtual. Etc.

NEXT:

Clique sobre YES na mensagem abaixo

Coloque o local de instalação do Grid-Infrastructure, NEXT

 Localização do Inventory, NEXT

Checagem dos pre-requisitos:

O erro abaixo pode ser ignorado, para maiores informações veja o note: [ID 1210863.1]

Clique sobre ignore sobre os problemas que vc ja deve ter checado e analisado.

Clique sobre install

Execute os scripts abaixo sobre cada node um após o outro:

RAC1:

RAC2:

RAC1:

RAC2:

A partir daqui podemos analisar os serviços do cluster antes de finalizar a instalação:

$CRS_HOME/bin/crsctl stat res -t

Todos os serviços que estão com o TARGET online estão online com sucesso.

Volte para a tela de instalação e de o OK sobre a janela que solicita a execução dos scripts acima que a instalação irá prosseguir.

 Pode ignorar o erro do Oracle Cluster verify, NEXT.

Pronto aqui finalizamos oficialmente a instalação do Oracle Grid infrastructure 11.2.0.2  uma das parte mais importantes em nosso Oracle RAC 11.2.0.2 com sucesso agora, vamos realizar algumas pequenas modificações.

Quando se instala o cluster colocando o OCR  sobre o ASM com tipo de redundancia external, o cluster cria somente uma cópia:

$CRS_HOME/bin/ocrcheck     (Como ROOT)

Temos somente uma cópia, pensando nisso nada melhor que pelo menos adicionarmos mais uma e assim por diante.

$CRS_HOME/bin/ocrconfig -add +INDEX1     (como ROOT) e checando logo em seguida.

Legal temos uma cópia a mais, podemos ir adicionando outras para outros diskgroups com o mesmo comando.

Uma das solicitações (para controle) foi mudar o vote para o diskgroup +INDEX1 então vamos lá..

Vamos verificar onde esta localizado o VOTE

$CRS_HOME/bin/crsctl query css votedisk

Após isso, vamos modificá-lo..

$CRS_HOME/bin/crsctl replace votedisk +INDEX1    (como ROOT  e checando logo após..)

Diferente do OCR, não é possível adicionar mais cópias do VOTE se voce criou o diskgroup do tipo redundância EXTERNAL, isso é permitido somente se foi criado com os outros  tipos como, Normal ou High redundancy onde ele mesmo ja cria as cópias.

A minha recomendação seria fazer todas as modificações possíveis nesse momento antes de criarmos o banco de dados/instância.

Antes de prossseguir para a próxima parte, vou fazer só mais um adendo aqui.

Vamos checar como esta a configuração do interconect e rede publica:

$CRS_HOME/bin/oifcfg getif

Como mostrado acima, a eth0 seria nossa rede pública e a eth1 nossa rede privada. Vamos dar uma olhada na rede privada:

ifconfig

É isso mesmo que vc esta vendo, não se assuste. Foi criado um ip virtual no interconect onde nas releases anteriores isso só acontecia na rede publica, mas agora acontece também na rede privada a partir da versão 11.2.0.

Umas das principais características disso seria para prover redundância para cluster interconnect IP, load balance e etc. Se existe mais que uma interface configurada para o interconect e alguma delas falharem, o cluster transparentemente move o correspondente HAIP address para a remanescente interface. Creio que o limite seriam 4 e se existe mais interfaces disponíveis o oracle deixa como “reservado” e assim que uma das quatro falhar, ele pega a que esta na reserva e continua com 4 e assim por diante.

.. Vamos continuar com as instalações…

 

 

 

 

INSTALAÇÃO DO SOFTWARE ORACLE  DATABASE 11.2.0.2

A segunda parte da nossa instalação Oracle RAC 11.2.0.2 seria a instalação do software databsae.

Mude para o diretório do instalador do software database.

./runInstaller

Caso queira desmarque a opção de updates automáticos:

SKIP SOFTWARE UPDATES, NEXT:

Marque a opção abaixo em vermelho. NEXT

Marque Oracle Real Application Cluster database instalation e selecione todos os nodes, NEXT.

NEXT

NEXT

Informe o local de instalação do home do software do database, NEXT.

NEXT

Checagem dos pre-requisitos

Ignore os problemas conhecidos e resolva outros que possivelmente aparecam.

Click em INSTALL:

Execute os scripts em cada NODE:

Executando os scripts:

Clique em OK e NEXT e por fim CLOSE.

Pronto… Software Oracle database 11.2.0.2 instalado com sucesso…

Nosso Oracle RAC 11.2.0.2 esta quase la..

Vamos criar os diskgroups sobre os discos restantes anteriormente:

 

ASMCA

Carregue as variáveis de ambiente do Grid-Infrastructure e da instância ASM para essa atividade sobre o RAC1.  Após isso execute o asmca.

export ORACLE_HOME=$CRS_HOME

export ORACLE_SID=+ASM1

$ORACLE_HOME/bin/asmca Após clicar sobre CREATE, coloque o nome de diskgroup selecionando os discos que farão parte do mesmo.

Clique em OK

Clique sobre EXIT

Vamos checar como esta a instalação ate agora:

$CRS_HOME/bin/crsctl stat res -t

Tudo OK, vejam que os diskgroups ja estão identificados pelo CRS, vamos prosseguir…

 

 

CRIANDO DATABASE

Execute o dbca.

$ORACLE_HOME/bin/dbca

Selecione a opção Oracle Real Application Cluster RAC database, NEXT

Create a database, NEXT

CUSTOM database, NEXT

Insira o nome do seu database e selecione todos os nodesNEXT

Coloque a senha escolhida.

Pode clicar YES pois a Oracle recomenda uma senha mais forte e se essa mensagem apareceu é pq sua senha não bate com o requisito minimo.

Informe o usuário e senha do ASM, coloque tipo de armazenamento como ASM e coloque o diskgroup escolhido para OMF.

Escolha o diskgroup para FRA

Deixe a opção do EM marcada e desmarque as outras caso não as use para que a instalação possa ser mais rápida.

Escolha o tipo de Character SET para seu ambiente

Configure as tablespaces, controlfiles e redologs.

Selecione Save template, Generation scripts e FINISH

Clique em OK

OK

OK

Informações sobre a criação

Pronto, Banco de dados criado com sucesso.

Enterprise Manager

Checando como estamos ate agora:

$CRS_HOME/bin/crsctl stat res -t

$CRS_HOME/bin/srvctl config database -d DBNAME

Vou colocar alguns comandos utéis para administração:

srvctl start database -d DBname
 srvctl stop database -d DBname
srvctl start instance -d DBname -i INSTANCEname
 srvctl stop instance -d DBname -i INSTANCEname
srvctl start instance -d DBname -i INSTANCEname
 srvctl stop instance -d DBname -i INSTANCEname
srvctl status database -d DBname
 srvctl status instance -d DBname -i INSTANCEname
 srvctl status nodeapps -n NODEname
srvctl enable database -d DBname
 srvctl disable database -d DBname
srvctl enable instance -d DBname -i INSTANCEname
 srvctl disable instance -d DBname -i INSTANCEname
srvctl config database -d DBname  -> to get some information about the database from OCR.
 srvctl getenv nodeaps

Bom, agora posso falar com toda certeza:

Nosso Oracle RAC 11.2.0.2 esta completo…

 

Legal todos os serviços no ar e nosso Oracle RAC 11.2.0.2 finalizado...

Agora como comentei, vamos fazer um pequeno teste de performance em nossa instalação ? é um teste bem simples para termos uma noção da performance.

 

BENCHMARK TCP-C, TESTANTO SEU RAC…

Existem diversas ferramentas de Benchmarck para testar seu banco de dados como BENCHMARK FACTORY um dos mais completos que ja usei, BenchMarkSQL, Swingbench e assim por diante.

Aqui nesse post irei utilizar um dos mais fáceis de manipular que seria o Swingbench.

Para baixa-lo clique AQUI

Após escolher sua versão, no meu caso foi linux vamos instala-lo.

1- Descompacte o arquivo sobre um diretório de sua preferencia e após isso entre na pasta bin.

Execute o arquivo chamado oewizard para criar o esquema SOE no banco de dados, tablespaces e objetos do aplicativo.

Irá aparecer o wizard:

Clique em NEXT

Marque a opção CREATE  the Order Entry... NEXT

No campo Connect String coloque o endereço do banco de dados do jeito que esta formatado abaixo, substituindo os valores pelo //ip:porta/service_name para um conexão direta utilizando o jdbc driver THIN (Deverá ter o java instalado na maquina que esta sendo executado , recomendo a versao 1.5 pra cima,)

Ou pode mudar o connection type para TYPE II jdbc driver (oci) aí basta ter o client do Oracle instalado que a conexão funciona via tnsnames onde vc deverá colocar o nome do alias criado em seu tnsnames no Connect String para conexão ao banco, fica a sua escolha.

Coloque o usuário e senha com os prívilégios necessários solicitados abaixo.

Os dados abaixo(username,password, tablespace) aparecerão por default pois são utilizados para os testes, única coisa que mudei foi o caminho dos datafiles e desmarquei a opção Use Partitioning pois não terá essa option no ambiente. NEXT.

Nessa tela sera colocado o número de registro que algumas tabelas terão, coloque a quantidade que achar necessário em seu ambiente. No meu configurei da maneira que esta abaixo. NEXT.

Clique no Botão Finish para executar a criação.

 

Assim que iniciar a execução uma tela de log irá aparecer em tempo real se acontecer algum erro vc pode olhar e fazer algo manual no meu caso, precisei dar privilégios manualmente na DBMS_LOCK para o user SOE, só isso.

Uma vez que finalizar , uma mensagem aparecerá informando, dessa forma vc pode fechar as janelas manualmente sem problemas.

EXECUTANDO O BENCHMARCK:

Entre na pasta onde foi descompactado o Swingbench e dentro da pasta Bin (o mesmo diretório da onde foi executado o oewizard) e chame o script.

Irá aparecer a tela principal de configuração:

Essa tela será a configuração principal do nosso Benchmark.

Se na conexão DRIVER TYPE estiver selecionado Oracle 10g Type IV jdbc driver (Thin), no campo CONNECT STRING deverá ser colocado o endereço do ip de conexão do banco de dados no caso pode ser colocado o ip do RAC-SCAN

Formato:  //ip:porta/service_name

Agora se na conexão DRIVER TYPE vc optar por Oracle 10g Type II jdbc driver (oci) basta ter o client do oracle instalado e apontar para o alias do tnsnames criado para conexão ao ambiente Oracle RAC com failover, loadbalance e tudo que tiver direito para que as conexões “cruzem” os nodes.

* Marque a opção Take AWR snapshot at start e end para vc analisar os eventos que ocorreram no momento do benchmark para tarefas de tuning.

* Coloque a senha de system.

* Configure o numero de usuários que o nosso teste irá simular, pode colocar um valor baixo e ir aumentando em tempo real sem ter que parar os testes.

E por fim configure outras funções caso queira para testar melhor o ambiente, as principais estão marcadas em vermelho.

Após isso clique no botão do lado do campo CONECT STRING para testar a conexão com o banco:

Após o teste de conexão ser bem sucedido pode executar o processo clicando no PLAY:

Após isso, na própria tela irá aparecer em tempo real como estão as transações, vc pode deixar por um tempo rodando, dar o stop onde o snapshot do AWR será coletado automáticamente antes e ao fim de cada execução após isso vc pode analisar os waits events, latchs, sql’s e assim por diante, melhorar o que for necessário e executar novamente e assim por diante… isso é muito legal…

Segue abaixo um pequeno teste do meu ambiente onde executei ‘CRU’ assim que o cluster foi criado. Servidor com 2 cores e 12Gb de RAM. Não seria um servidor “parrudo” que existem em ambientes grandes mas quebra o galho.

Humm… como não tenho muita paciência em deixar o teste rodando muito tempo (gosto de ver valores altos logo no começo..rsrs) após 5 minutos, o máximo que o ambiente chegou foi de 42.355 transações por minuto com máximo de 977 Transações por segundo.

Parei o teste, analisei o AWR, waits, latchs e assim por diante, fiz algumas modificações e executei novamente:

Bom, deixei o teste executando por uns 10 minutos e o máximo foi bem diferente, alcançou 150.921 Transações por minutos e um máximo de 2.845 transações por segundo.

Para vc ter uma noção de como esta seu ambiente com o mundo a fora, existe um SITE que mostra os testes de Benchmark entre diversos hardware’s IBM, HP, ORACLE e assim por diante e quem esta atualmente em primeiro lugar seria o SPARC Super Cluster da Oracle com mais de 30 Milhões de transações por minuto… Pouquinho ?rsrs

Enfim, isso é somente um exemplo do conceito, fiz somente 2 testes, mas podemos ficar nisso a semana toda para conseguirmos sempre ultrapassarmos o ultimo limite. O caminho ? : executar, analisar, melhorar/consertar  e executar novamente e assim por diante para alcançarmos sempre o melhor.

Podem fazer testes de failover derrubando com kill -9 uma instância, teste de loadbalance e a imaginação é o limite…

Nesse post falamos sobre instalação do Oracle RAC 11.2.0.2 utilizando o ORACLE-VALIDATE, configurações de segurança básicas para o cluster, algumas novas features da versão 11.2.0.2 como a redundância do interconect e um BenchMark para ter uma noção de como esta o ambiente.

Espero ter ajudado e até a próxima…

Oracle RAC 11.2.0.2

Forte Abraço..

17 thoughts on “Instalação Oracle RAC 11gR2 11.2.0.2 – oracle-validate – configurações e Benchmark”

  1. iphone 5 says:

    Greetings! Really useful assistance on this short article! It truly is the small alterations that make the largest modifications. Many thanks a whole lot for sharing!

    1. admin says:

      Thank you very much

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    Nancy

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    1. Daniela says:

      /home/oracle/admin/PROD>ll /home/oracle/crs/cdata/crstotal 49280-rw-r 1 root root 7196672 Feb 12 11:54 week.ocr-rw-r 1 root root 7196672 Apr 9 18:07 week_.ocr-rw-r 1 root root 7196672 Apr 11 18:07 day.ocr-rw-r 1 root root 7196672 Apr 12 18:08 day_.ocr-rw-r 1 root root 7196672 Apr 13 02:08 bckuap02.ocr-rw-r 1 root root 7196672 Apr 13 06:08 bckuap01.ocr-rw-r 1 root root 7196672 Apr 13 10:08 bckuap00.ocr2) ASM 备份, 是备份 $ORACLE_HOME (太大了)? 还是$ORACLE_HOME/dbs ?还是仅仅 init+ASM2.ora ?3) 仲裁盘votingdisk 里面的信息会不会频繁的被RAC修改更新?ps. 题外话.A1) Oracle 10.2.0.3 RAC 有那么脆弱吗? 我还在犹豫要不要升级.A2) Oracle db 11* 啥时候发行,有内部消息吗?

      1. admin says:

        @Daniela
        Desculpe a demora.
        Não entendi muito bem sua pergunta, o Google tradutor não ajudou muito.
        Mas, 1: O Oracle RAC 10gR2 não é frágil, depende do modo que voce o configura e o deixa confiavel aumentando sua complexidade ou não (ocfs,asm +nodes e etc)
        2: No HOME do ASM voce pode realizar o backup do init+ASM* se quiser por segurança apenas, mas o principal mesmo que voce deveria se preocupar seria no backup do OCR (ocrconfig -export por exemplo, )e VOTE (utilizando comando dd do linux)
        Na versão 11gR2 existe uma outra localização a mais para guarda-los (ASM) e assim por diante.
        Se possível refaça sua pergunta para que eu possa tentar ajudar de uma outra forma.

        Forte abraço

  8. greek tv online says:

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  9. Tiago Leocadio says:

    Olá muito bom o seu artigo, parabéns.

    Tenho uma aplicação que roda em cluster com Oracle RAC 11.2.0.2, sinto muitos problemas ocorrem de travamentos, lentidão e instabilidade.

    Você pode me aconselhar quais medidas possa ajustar para melhor o desempenho do banco.

    Obrigado

    1. admin says:

      Olá Thiago,
      Sem muitos detalhes fica dificil saber qual é pode ser o real problema e se ele esta na camada de estatisticas (instabilidade de querys) ou um problema mais grave a nivel de cluster/database ou até mesmo HW.
      Mas aconselho voce executar o AWR sobre o intervalo que ocorrem os problemas (se possível um intervalo de 30 minutos para obter melhores estatísticas), analisar os top wait event’s e olhar na sessão CLUSTER para analisar o que pode estar acontecendo de errado nessa camada tbm e uma vez encontrado, vc deve fazer um drill drown, descendo cada vez mais os níveis de análise, trabalhando sobre os eventos que estão ocorrendo e etc.

      Se for realmente problema de instabilidade de query, tente identificar quais são as “top problem’s” e analise se houve ou tem, algum momento em que elas executam com um plano bom e compare as diferenças.
      Como vc coletou as estatisticas ? dbms_stats com parametros default (que muitos são AUTO que as vezes não ajudam muito) ? Vc ja analisou as views *_tab_columns, *_tables, *_indexes *_ind_columns para ver se os valores realmente representam os dados das suas tabelas e indices ? Como esta a utilização de histogramas sobre elas, talvez o Oracle precise de informações mais precisas, recomendo vc testar outras formas de coleta, talvez testando 100 de estimate e etc.
      A aplicação usa BIND ? Na versão 11.2 ja existe o ACS que ajuda a evitar muitos problemas de bind peek depois de algumas execuções da query, o Oracle pode identificar melhores planos e utiliza-los caso sua aplicação use BIND ou se vc configurou o parametro cursor_sharing para force.
      Houve alguma mudança de parametrização ligada ao otimizador diferente das default de criação do banco ?
      Caso não consiga mudar isso a nível de estatísticas que seria o ideal, vc pode forçar a utilização dos melhores planos via profile ou baseline ja que vc usa a versão 11g.
      O ideial era seguir essa lógica começando pelo.. Sempre foi assim ? Qdo mudou a performance ? O que houve no dia que mudou (Atualização da app ou mudança no BD)? Como estava antes e como esta agora (comparação, procurando tbm nas dba_hist_*) ? e assim por diante….

      Infelizmente é isso que posso aconselhar sem conhecer seu ambiente e problemas, espero que ajude.

      Forte abraço

  10. Sven says:

    Olá,

    Grato por disponibilizar estes procedimentos, que utilizei para instalar um Oracle RAC 11gR2 (11.2.0.3) em um ambiente de dois nodes, acessando um storage Dell P6110, utilizando multipath. A instalação foi bem sucedida e o conjunto está Ok e disponível, mas não consegui ainda efetuar o benchmark via Swingbench, pois esta aplicação “abenda” com várias referências em Java, que o próprio autor desta ferramenta está analisando, no momento. Só que eu também pude notar algo diferente, com relação ao OCR:

    [root@oraprod2 bin]# ./ocrconfig -showbackup
    PROT-24: Auto backups for the Oracle Cluster Registry are not available
    PROT-25: Manual backups for the Oracle Cluster Registry are not available

    [root@oraprod2 bin]# ./crsctl query css votedisk
    ## STATE File Universal Id File Name Disk group
    — —– —————– ——— ———
    1. ONLINE 0669b1493bf74ff6bfce4951d9913994 (/dev/oracleasm/disks/OCR1) [OCR]
    Located 1 voting disk(s).

    Eu efetuei a réplica do OCR em outros dois volumes ASM, mas o fato de não poder usufruir do dos recursos de Autobackup e backup Manual (tal como era possível, via NFS) me deixou um pouco preocupado, com este ambiente. Já chegou a ver algo parecido ? Se sim, teria como compartilhar o que poderia ser feito, para resolver este (aparente) problema ?

    Grato,
    Sven

    1. admin says:

      Ola Sven,

      Desculpe a demora, fiquei um tempo “offline” do site, mas aos poucos estou colocando as coisas em dia por aqui.
      Já faz um bom tempo que vc deixou esse comentario e provavelmente ja deve ter arrumado as coisas por aí também, mas caso não, por favor me informe novamente por aqui e verei no que posso ajudar.
      Mas respondendo a grosso modo, a primeira mensagem PROT-24 geralmente acontece em um ambiente que acabou de ser criado onde o tempo default de 4 horas do backup automático do ocr não foi executado ainda. A segunda mensagem PROT-25 seria pq não foi feito um backup manual do ocr ex: ocrconfig -manualbackup

      Mesmo utilizando multipath esses “procedimentos” de backup deveriam funcionar.

      Forte abraço

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